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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007

Ferreira de Castro

Obra e Vida

  José Maria Ferreira de Castro nasceu a 24 de Maio de 1898, no lugar de Salgueiros, freguesia de Ossela, concelho de Oliveira de Azeméis. De origens humildes, órfão de pai, a sua educação foi rude e exigente, influenciando a sua personalidade triste e amargurada. Em 1904 entra para a escola primária de Ossela, que lhe confere as únicas habilitações que possui, motivo do qual se orgulhava. Interessa-se desde muito cedo pela leitura, adquirindo todas as obras de cordel que a sua parca condição financeira podia suportar.
Passa os primeiros anos da sua vida em intensa comunhão com a natureza do vale banhado pelo rio Caima, em Ossela
  Aos 12 anos de idade emigra para o Brasil, passando parte da sua adolescência, de início no Seringal Paraíso, no interior da Amazónia, e posteriormente, em Belém do Pará, onde trabalhou arduamente para conseguir subsistir.
Em 1916 consegue publicar o romance "Criminoso por Ambição", que distribui porta a porta. A partir daí, começa a colaborar com alguns jornais locais, estabelecendo, a pouco e pouco, relações com pessoas que lhe abrem o caminho na vida jornalística. Produz e publica, por esta altura, algumas novelas, que, apesar de renegadas mais tarde, lhe começam a conferir alguma notoriedade.
  Contudo, só em 1928, com a publicação de Emigrantes, se inicia definitivamente a sua carreira literária, alcançando notória consagração em 1930, ano em que publica a Selva, a obra lusófona com mais traduções feitas.
  Com este sucesso editorial, quer em Portugal, quer no estrangeiro, consegue, através da publicação de diversos e sucessivos êxitos literários, alimentar a auréola da notoriedade até falecer, em 1974, com 76 anos de idade. Mas, para além da notoriedade literária, a personalidade humanista de Ferreira de Castro, que tão bem alimentou a sua obra, constituiu uma referência cívica e moral na luta contra o regime ditatorial e em prol dos direitos humanos.


A Casa Museu Ferreira de Castro

  A casa que viu nascer o escritor osselense José Maria Ferreira de Castro é de meados do séc. XIX e de traçado rural, retractando a sua origem humilde.
  A Casa – Museu Ferreira de Castro é compos
ta por dois pisos, apresentando no primeiro piso, uma adega, onde estão expostos alguns utensílios agrícolas da época, nomeadamente: o lagar, a prensa, uma salgadeira e seis pipos, contrastando com o cromatismo de nove quadros oferecidos ao escritor por autores consagrados.
  O segundo piso desenvolve-se em quatro cómodos de parcas dimensões, nomeadamente: a cozinha, a sala, o quarto de José Ferreira de Castro, onde se encontram também a mala e
os sapatos que usou em 1939, na volta ao mundo, que realizou e o quarto de D. Maria Rosa, mãe do escritor.
Uma outra preciosidade que existe na Casa – Museu Ferreira de Castro é um velho dicionário que, em Belém do Pará, constituiu a sua primeira riqueza.
No exterior da casa conservam-se, por vontade expressa do escritor, o quintal e o pinhal com as árvores existentes ou, em sua substituição, outras da mesma espécie.
  Este edifício passou por várias utilizações, nomeadamente, marcenaria e Casa do Povo. Só em 1965, torna a ser usufruto de Ferreira de Castro, desta vez como proprietário, graças a uma doaçã
o da esposa do Comendador Artur Gomes Barbosa por intenção deste.
Nesta data, o escritor Ferreira de castro, já com o intuito de a tornar na sua Casa – Museu, providencia a sua decoração, conferindo-lhe o ambiente e aspecto que teve a sua casa berço.
  Em 1967, Ferreira de Castro doa a propriedade à autarquia, que se comprometeu, desde essa data, a mantê-la e conservá-la,
proporcionando visitas guiadas a todos que o quisessem fazer.



Fig.1 - Casa-Museu Ferreira de Castro em Ossela.


À beira de um ataque de Criação.
publicado por abeiradeumataquedecriacao às 19:14
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1 comentário:
De Vera a 13 de Dezembro de 2007 às 22:18
já entrei algumas vezes na sua casa :) é muito simples e rústica... queria ver se lia algo dele futuramente e depois se gostar vou a sua casa mais vezes :D

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"I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: "We hold these truths to be self-evident: that all men are created equal." I have a dream that one day on the red hills of Georgia the sons of former slaves and the sons of former slave owners will be able to sit down together at a table of brotherhood. I have a dream that one day even the state of Mississippi, a desert state, sweltering with the heat of injustice and oppression, will be transformed into an oasis of freedom and justice. I have a dream that my four children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character. I have a dream today. (...) Let freedom ring from every hill and every molehill of Mississippi. From every mountainside, let freedom ring. " MLK
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